|
Entrei numa loja de departamentos de um shopping da cidade para comprar um blazer. O vendedor me recebeu com cortesia e já foi dizendo:
- Dr., estamos em promoção. Tudo em seis vezes.
- Seis vezes?
- Seis vezes, sem juros.
Eu ainda nem comecei a experimentar a roupa. O vendedor continuou falando:
- Também aceitamos cartões. O primeiro pagamento dá para segurar 30 dias...
Qual a sensação que fiquei? Se apertar, o sujeito vai vender pela metade do preço ou mais...
Na verdade, se você prestar atenção ao seu dia-a-dia, vai ver que está negociando o tempo inteiro. Com clientes, fornecedores, parceiros, funcionários, gerentes de banco, amigos, colegas. Em casa com a esposa e os filhos. E temos que reconhecer: costumamos ficar com a sensação de que não fizemos a melhor negociação. Por falta de planejamento, tempo, malícia, prática, etc.
Por isso, separei aqui algumas dicas extraídas de uma palestra sobre negociação que faço questão de dividir com os leitores:
1) Sua atitude confiante vai fazer com que o outro ouça sua proposta com mais atenção.
2) Seu poder de negociação está intimamente ligado às suas alternativas. Se você não dispõe de alternativas interessantes, será forçado a aceitar condições não muito favoráveis.
3) Não comente imediatamente com o oponente as suas outras alternativas. Ao fazer isso, o comprometimento com a negociação tende a ser colocado em dúvida e o ambiente torna-se hostil.
4) Prepare uma lista de perguntas com antecedência e faça um planejamento para obter resultados mais satisfatórios.
5) Não tenha receio de pedir alto se estiver vendendo ou baixo se estiver comprando. O importante é justificar o porquê de seu número.
Talvez você ache que pedir alto poderá inviabilizar o negócio. Mas vale a pena lembrar uma frase do milionário armador grego Onassis:
"Nunca ninguém vai lhe dar mais do que aquilo que você pedir".
Isso quer dizer que você é quem estabelece seus próprios limites e, se não tiver coragem de pedir alto, merece receber menos por seu produto ou serviço. Já pensou nisso?
|